quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"CANTINHO DO TALENTO"



 
Crônicas

                      Por Iury Aleson Gomes de Lima

A fumaça é o estouro
E a liderança já não comove
Com o choro das crianças
É só um fato? É só uma utopia?
Por isso não dão valor?
Jamais será lida.

O vento improviso uma brisa
A qual move a casca de bombom
Com calma e com cuidado
Viver assim, numa época passada
Era bom.

Lá fora vejo a relva, mata a selva de pedras...
Aqui! Alguns alunos, dedos mudos
E o café, copo cheio bom e quente
Riscos na lousa, lembranças de um programa de televisão.

O boliviano me pede água
Acabei de encher os litros
Mas lhe entrego água quente
Água clorada, dose fresca
Mas enlatada, não pura.
Barulho, balburdia
Um professor mudo me assusta
Fico na dúvida, os carros passam na rua...

Ventilador, ar condicionado
Piscinas, plantas de plásticos
Ruas sem saída, spray de cabelo
Noticiário, notícia sem nexo
O pão está caro, sexo
Que toma dinheiro do falso progresso.

Mochila dos Estados Unidos
X-burguer e roupas na promoção
Vendas, compras, cigarros e campa.
Correria e sorrisos de crianças
Pele queimada, pele e ossadas
É moda!
Hipócrita, fofoca nas revistas
Armas químicas e guerra civil.

Bombardeios, guerra pó terra
Livros, poeira e bebida
Verdades no senado: “mundo globalizado
Povo protegido e respeitado”
Sonhos de vitrine
Multidão de vampiros
Carência nas empresas
Segurança no trabalho
O mundo não quer parar e ouvir...
Crônica que não tem fim.  




Aquilo não importa mais 

                  
                                                                       Por Iury Aleson Gomes de Lima

Me rejeitas. Não importa o que eu faço
Não existe nada!
Já faço a ela qualquer ato
Mas ela não quer nem papo.

Estou sozinho
Numa triste e nódoa alegria.
Não acatou meu pedido
Mas com afinco lê meus poemas
E não resisto.
Volto e sofro o seu dilema
Esconderijo
É a pena e os livros poeirentos.

Ela é minha amiga flor
E mais nada.
Já não tem importância
Que importa o que eu faça?
Chorar só me fará parecer feio
Não dormir me dá receio.
E da mente não me sai aquele beijo.

Me debruço em meu leito e escrevo
De nada vale, parece um erro!
Qual é teu problema, por que tens medo?

Qual é teu problema
Que faz ser proibido?
Não te dá pena
Esse nosso amor bandido?
É resistência
Que tatua a persistência!
A qual minha voz procura chegar.
O escrito nada vale, é só para te lembrar 
Não importa o talento, é só a dor
Que me dá medo, da dor da minha dor...
Me perco, me perdi, estou perdido!
Não sei se paro ou se persigo
Afinal, por pouco acabou o livro
E tu, ó meu vício
Já não vai mais existir.




Sobre Iury Aleson:

Iury é aluno da Escola Clícia Gadelha, tem 18 anos, foi identificado pelo NAAH/S em 2009, pela Professora de Língua Portuguesa e Literatura Euzani Miranda, na época o aluno estava matriculado na Escola Theodolinda Falcão Macedo. Tem o sonho de ver todo o seu trabalho publicado. Atualmente tem em seu arquivo pessoal mais de cem poesias de sua autoria. É acompanhado pelas Professoras da Sala de Recurso Andreska Alves e Gleise.
 

HOMENAGEM ESPECIAL

BRENDA Seus cabelos cheios de cachinhos Num tóin óin óin elegante Branquinha de pele suave Com sorriso pra lá de cativante Olh...